Quinta-feira, Dezembro 24, 2009

FELIZ NATAL...




Desejo à todos os blogueiros, surfistas reais ou virtuais, um Feliz Natal e que 2010 seja repleto de ondas abrindo para ambos os lados e as cortinas dos tubos sejam parceiras e permitam o reaparecimento no fim do tubo, de preferência com uma baforada daquelas...


Aloha,


Beda Batista

2BSurf

Sexta-feira, Novembro 27, 2009

É, os tempos mudaram....

Imagem impressionante do Furacão Catarina que atingiu o estado homônimo em março de 2004. Foto: Reprodução NASA.

Depois de um inimaginável furacão - O CATARINA - que assombrou à todos, inclusive deixando confusos metereologistas experientes, em 2004, agora é a vez de seguidos tornados atingirem o estado de Santa Catarina.


Imagem do Tornado que atingiu Imbituba no dia 19 de novembro de 2009. Foto: Jornal O Popular.
Em menos de um mês vários tornados foram registrados desde o oeste até o litoral catarinense. E as previsões é que novas anomalias climáticas continuem acontecendo. No último dia 19 de novembro, Imbituba foi atingida por um tornado que causou estragos e assustou a população, com ventos que ultrapassaram a velocidade de 100km por hora. A rapidez com que uma tempestade de areia atingiu a cidade e a força dos ventos que arrancou árvores, outdoors, telhados e estruturas gigantescas, foi impressionante e assustadora.


Telhados arrancados com a força do tornado. Foto: Jornal O Popular.



Container derrubado pela força dos ventos. Foto: Reprodução Jornal O Popular.

Enquanto isso, os grandes cartolas das chamadas potências mundiais ficam brincando de saber quem deve reduzir o efeito estufa. Há poucos dias atrás vários líderes mundiais se encontraram e decidiram bulhufas sobre os destinos da humanidade. Enquanto, nossos mandatários ficarem se eximindo de suas responsabilidades para com o planeta, certamente, vamos amargar mais e mais catástrofes naturais decorrentes das alterações climáticas já anunciadas tempos atrás pelo ex-vice-presidente norte-americano, Al Gore, em um assombroso documentário intitulado "Uma Verdade Inconveniente".

Com compreensão, inteligência e esperança, Al Gore apresenta neste documentário argumentos persuasivos que nos explicam que já não podemos olhar para o problema do aquecimento global como uma questão apenas política, mas sim como o maior desafio global que teremos de enfrentar.

Al Gore na árdua tarefa de conscientizar o mundo sobre os problemas iminentes que assolam a Terra. Foto: Reprodução.


Tendo Al Gore como protagonista, o filme enreda uma séria advertência para a humanidade, sobre nossas responsabilidades com as mudanças climáticas. É um documentário ambientalista e político, é claro. As imagens, chocantes, mostram as atuais alterações que o nosso Planeta está experimentando e elas são, também, a evidência da irresponsabilidade dos políticos que se negam a reconhecer a urgência de tocar no assunto e o pouco tempo que resta para evitar a catástrofe total.

"Uma Verdade Inconveniente", oferece-nos a visão apaixonada e inspiradora da cruzada de um homem para parar o progresso mortal do aquecimento global, esclarecendo todas as ideias erradas que se encontram associadas a este problema.

Este é o primeiro depoimento franco e aberto de um dos protagonistas da política mundial das duas últimas décadas a reconhecer a possibilidade da autodestruição do Planeta. Mesmo que o caminho tivesse sido aberto por Mikhail Gorbatchov, que também está dedicando a sua vida ao meio ambiente, principalmente às questões relativas à geopolítica dos recursos hídricos na Cruz Verde Internacional, foi o ativismo de Al Gore que abriu o caminho para que a luta ambiental se instalasse dentro do próprio Congresso dos EUA.

As Geleiras sofrem as mudanças mais drásticas no clima da Terra. Foto: Reprodução.

No filme e nas suas palestras, Al Gore destrói com dados concretos os três grandes mitos existentes sobre o aquecimento global: (1) Sobre as dúvidas quanto à realidade do efeito estufa, ele confirma que milhares de estudos científicos provam que o aquecimento é real e que constitui uma séria ameaça para a vida no Planeta; (2) Sobre se as políticas ambientais afetam a economia dos países, ele demonstra com modelos econômicos de autorizadas personalidades do mundo que as políticas públicas baseadas num planejamento ambiental estimulam as economias dos países; e (3) Que o aquecimento global não é somente um ciclo natural da Terra, mas o resultado das atividades humanas no campo industrial.

Esse filme é aconselhável à todos os seres humanos que tiverem firmes propósitos de existirem/residirem na Terra pelás próximas décadas. Em especial, aos que pensam que sua existência não está ligada à do planeta.

Aloha,

Beda Batista
2B SURF

Segunda-feira, Novembro 23, 2009

VOLTEI...

Beda Batista fazendo a cabeça na Vila. Foto: Nédo/ennedois.
Depois de um longo tempo sem escrever e não por falta de assunto, mas sim por motivação, estou de volta. Bem, nem era tanto motivação, posso garantir que era mesmo desilusão com o meio surf que vive muito mais de aparências do que de vibrações verdadeiramente positivas.


Um dia desses parei para pensar sobre isso e cheguei à triste conclusão de que também no surf a hipocrisia, a falsidade e o interesse rolam soltos e à mercê das vontades e egos. De dirigentes a patrocinadores, de atletas a empresários, o câncer das relações humanas corrompe e faz estragos enormes no desenvolvimento esportivo em todos os níveis, com raras exceções, infelizmente, o que vale é a velha lei que o ditado traduz bem “farinha pouca, meu pirão primeiro”, salvam-se poucos.
Embora vendamos uma imagem saudável - falo aqui em relações interpessoais e não fisicamente – nosso esporte está incrustado de parasitas e aventureiros, além de pseudo-jornalistas e empresários, pessoas com os mais variados interesses que não estão nem aí para o quão difícil e fugaz é a carreira de atleta. Por esse motivo que explanei de maneira geral e que me dou ao direito de não detalhar ainda mais, por acreditar que este meio é democrático, mas serve também às vontades deste que vos escreve, visto que, este blog foi criado com o intuito de informar o que o autor achar melhor e sem vínculo qualquer com marca, patrocinador ou qualquer outro meio extemporâneo de pressão. Que se danem as hipocrisias, as invejas, as vaidades, as soberbas e os egos, sejam eles pequenos ou grandes. Que se danem os que pensam estar acima do bem e do mal, a eles algo maior está reservado. Que se danem os que se julgam maiores ou melhores do que seus semelhantes, seja qual for o motivo, e, mesmo que este pareça inocentemente grandioso.
Estas linhas são um desabafo contra os calhordas que se transvestem de surfistas para irradiar as piores energias que o mar pode receber...que acreditam que apenas o fato de ser surfista lhes dá direito e condição de esnobar seus semelhantes, sob a falsa idéia de sermos superiores a alguém... Vida longa aos verdadeiramente bons de coração!!!
Volto, renovado e encorajado a seguir escrevendo o que me der na telha e quem não gostar que se dane também....
E como diz a amtiga frase de uma marca de surf: "Não há nada que um bom dia de surf não cure."

Aloha,

Beda Batista

2B SURF

Sexta-feira, Outubro 02, 2009

RIO sediará as Olimpíadas de 2016...

Logo do Rio 2016, cidade candidata eleita a receber os Jogos Olímpicos de 2016. Foto: Reprodução.

Depois de uma árdua disputa com as cidades de Chicago (EUA), Tokio (JAP) e Madrid (ESP), a capital carioca, Rio de Janeiro, foi a cidade escolhida como a sede das Olimpíadas de 2016, esta tarde (horário de Brasília) em Copenhague, na Dinamarca.



Brasão dos Jogos Olímpicos, que representa os 5 continentes. Foto: Reprodução.

A escolha foi precedida das apresentações das cidades por seus representantes. A comitiva brasileira, formada por nomes como João Havelange, presidente de honra da FIFA, Pelé, que dispensa apresentações, a velejadora Isabel Swan, Bárbara Leôncio, revelação do atletismo canarinho e o nadador para-atleta Daniel Dias, além do governador e do prefeito do Rio, Gustavo Cabral e Eduardo Paes, respectivamente, do presidente do Banco Central, Henrique Meireles e do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estava empenhada em garantir a edição dos jogos e fez bonito. Mostrando que o discurso do grupo que representava o Brasil estava afinado e pronto para garantir a primeira realização de jogos olímpicos na América do Sul.

O argumento de que nenhuma edição dos jogos havia sido realizado até o presente momento no nosso continente parece que convenceu os membros do COI (comitê Olímpico Internacional) que optou por inovar e apostar no RIO.

Resta saber que investimentos e esforços reais serão demandados pelo Governo Brasileiro para garantir a segurança de atletas, turistas e população carioca na realização deste que será um marco para o esporte nacional. Principalmente, em tempos que as guerras entre quadrilhas, polícias e as chamadas milícias não pára de vitimar inocentes.

De qualquer forma, é uma ótima notícia. Já vou começar a fazer uma poupança para garantir presença nos jogos olímpicos de 2016, nos vemos no RIO.

aloha,

Beda Batista
2B Surf

Sábado, Agosto 22, 2009

"Lenda do Cabeleira"

Hoje, 22 de agosto, comemora-se no Brasil o Dia do Folclore. A data foi criada em 1965 através de um decreto federal. Folclore é o conjunto de todas as tradições, lendas e crenças de um país. O folclore pode ser percebido na alimentação, linguagem, artesanato, religiosidade e vestimentas de uma nação. Segundo a Carta do Folclore Brasileiro, aprovada pelo I Congresso Brasileiro de Folclore em 1951, "constituem fato folclórico as maneiras de pensar, sentir e agir de um povo, preservadas pela tradição popular, ou pela imitação".

O folclore é o modo que um povo tem para compreender o mundo em que vive. Conhecendo o folclore de um país, podemos compreender o seu povo. E assim conhecemos, ao mesmo tempo, parte de sua História. Mas, para que um certo costume seja realmente considerado folclore é preciso que este seja praticado por um grande número de pessoas e que também tenha origem anônima.

A palavra FOLCLORE surgiu a partir de dois vocábulos saxônicos antigos. "Folk", em inglês, significa "povo". E "lore", conhecimento. Assim, folk + lore (folklore) quer dizer ''conhecimento popular''. O termo foi criado por William John Thomas (1803-1885), um pesquisador da cultura européia que, em 22 de agosto de 1846, publicou um artigo intitulado "Folk-lore". No Brasil, após a reforma ortográfica de 1934, que eliminou a letra k, a palavra perdeu também o hífen e tornou-se "folclore".


Para destacar uma lenda folclórica nativa apresento à vocês a "LENDA DO CABELEIRA".



"No penhascoso costão da enseada de Imbituba existe uma tenebrosa lapa a que dão o nome de "Buraco da Cobra". Ali. - segundo diziam os antigos — se aninhava enorme e horrível serpente, dotada de farta cabeleira e que, à noite, fazia grandes estragos na criação das redondezas. No tempo em que existia naquele porto uma Armação de Baleias, havia um negro, empregado nela, que aos domingos e dias santos fugia de ouvir a missa para meter-se naquela furna e ali entreter-se em pentear e fazer tramas na cabeleira do apavorante monstro. Apontavam-no como feiticeiro e ter partes com o demônio, mascarado naquela horrenda e temível cobra. Um belo dia o negro e serpente desapareceram sem deixar vestígios."
Beda Batista
2B SURF

Quinta-feira, Julho 23, 2009

Algumas do WCT Brasil 2009...


Kelly Slater nos braços da galera depois da vitória na histórica final contra Adriano de Souza, no Hang Loose Santa Catarina PRO 2009. Foto: ASP / Covered Images.

Passada a ressaca do Hang Loose Santa Catarina PRO 2009, etapa brasileira do WCT 2009, válida como a quarta etapa do circuito mundial da ASP, muitas histórias que não foram contadas ficam registradas na nossa memória.
Como todos sabem, o fenômeno careca nascido na Flórida (EUA) acabou com a festa brasileira, personificada por Adriano de Souza, na busca pelo lugar mais alto do pódio. Kelly Slater mostrou mais uma vez - claro que não era preciso, mas quem é rei nunca perde a majestade – que, como poucos e seletos mortais, ele pode ressurgir das cinzas e virar um jogo, ou no caso uma bateria, que parecia perdida e alcançar o olimpo em questão de minutos. Foi o que aconteceu e o público assistiu estupefato em plena Praia da Vila, em Imbituba (SC), quando faltando exatos 10 minutos para terminar a bateria final do WCT Brasil 2009, Kelly Slater tira da manga duas ondas high score e mostra porquê é o cara a ser batido, ainda.
Mr. Slater começou a escalada em busca do seu décimo título mundial de forma brilhante. Correndo por fora, como gosta de fazer, e jogando a responsabilidade em cima de seus adversários, despachou grandes nomes durante o evento para encarar um inspirado Adriano de Souza, o Mineirinho, e sagrar-se bicampeão da etapa brasileira, a exemplo do que aconteceu no primeiro ano do retorno do tour mundial em Santa Catarina, em 2003. A diferença estava apenas na esperança da torcida. Se naquele ano o fenômeno encarou o “galego” Mick Fanning, então desconhecido dos brazucas, e foi unanimidade na Praia em que consquistou seu oitavo título mundial, três anos depois, em 2006, nesse ano a torcida mesmo contrariada era praticamente toda a favor do menino prodígio do Guarujá, que veio de uma escolinha de surf para marcar seu nome entre os grandes do circuito mundial.

Slater ergue os braços de Mineirinho, numa atitude desportiva e de reconhecimento, marca registrada em sua excepcional carreira. Foto: ASP / Covered Images.

No entanto, ninguém contava com o “ressurgimento” da fênix floridiana, que como poucos sabe do poder que têm em recuperar-se e mostrar a que veio.
Kelly Slater estava bem à vontade por aqui neste ano. Sem pressão alguma, exceto aquela que a mídia insiste em imprimir, ele foi visto surfando e circulando tranqüilamente pelas praias e ruas da pequena Imbituba. Distribuiu autógrafos, atendeu fãs sedentos por uma foto ao lado do ídolo e também pediu educadamente licença quando o assédio beirava o insuportável.
É claro, que nem todos vêem as coisas desse prisma, afinal, cada um enxerga o que quer ou o que lhe convém.

Kelly Slater mostrando o caminho durante freesurf na Praia do Porto, em Imbituba (SC). Foto: Sarita Porton/Imbiwave.

No terceiro dia de evento por aqui, falei com um amigo que me disse que acreditava ter visto o Kelly indo para a Praia do Porto. Fiquei com a pulga atrás da orelha e fui conferir. Será mesmo que ele surfaria por ali? Principal e infelizmente, pelas condições da água não serem as mais recomendadas para banho nesses últimos tempos. Quando cheguei à praia, a constatação de que meu “informante” estava certo foi clara. Vi um careca de roupa branca e vermelha dropando atrás do pico e se escondendo para tirar um tubo rápido, numa onda divertida que não passava de 3 pés.
Encontrei a Sarita e o Davi, esposa e filho do meu amigo Gean Carvalho, da Imbiwave, fazendo fotos enquanto distraia o pequeno. Ela me disse que tinha feito umas fotos maneiras do fenômeno. Pedi que me enviasse para publicar no blog e ela disse que enviaria. Nesse meio tempo, Slater pegou mais umas duas ondas e fez estragos, como era de se esperar, voando num aéreo 360º inacreditável e finalizando a onda de forma irrepreensível. Em seguida, ele se dirigiu à praia terminando o que pode se chamar de banho histórico na praia do Porto.
Convidei a Sarita para tirar algumas fotos do Davi junto ao ídolo. A Sarita ficou em dúvida não querendo incomodá-lo. Falei a ela que acreditava que ele não se importaria, pois gostava de crianças. Nos dirigimos em direção ao carro em que Slater, Jeremy Flores, Piu Pereira e outros membros da equipe se encontravam. Kelly quando nos viu com a câmera, pediu, por favor, para não tirar fotos. Claro que senti como se um balde de água fria fosse jogado sobre nossas cabeças. Respeitamos o pedido dele, mas disse à Sarita para darmos um tempo que talvez na saída ele parasse para uma foto. Não deu outra, quando estavam saindo Kelly pediu para parar o carro e permitiu que fizéssemos as fotos. Ele ficou alguns segundos brincando com o “Rei Davi” que estava no colo da mamãe, enquanto eu fazia fotos belíssimas que serão recordação por longo tempo para a família Imbiwave. No final agradecemos e o pequeno Davi não queria largar a mão do “cara”. Slater brincou como se estivesse fazendo força para largar a mão do garoto e como ele realmente não largava, disse “ok, vamos comigo então”. Certamente, aquele momento vai ficar registrado não apenas para nós, como também para a equipe da barca vejam as fotos e confiram. E quem dúvida que o pequeno Davi tenha mandado toda a energia para uma vitória norte-americana em águas brasileiras?



O pequeno Davi passando toda a sua energia positiva para que dias depois Kelly Slater vencesse novamente em Imbituba. Foto: Beda Batista/2BSURF.

Depois da etapa encerrada fui chamado na Imbiwave, pelo Gean, para ver uma coisa interessante. Chegando lá, me deparo com um vídeo de Slater e companhia na praia do Porto, com direito à participação da Sarita, do Davi e do Beda registrando o momento. Coisas que só acontecem com quem está no lugar certo, na hora certa.
Confira o vídeo neste endereço:
http://www.surfline.com/video/video_player/video_player.cfm?id=28236


Kelly e sua trupe em momento relax em Itapirubá. Foto: Jonas Tatuíra.


Slater e sua trupe correram por diversas praias da região de Imbituba. Ele foi visto e fotografado, conforme as imagens enviadas por meu amigo Lucas Furghestti, em Itapirubá, Ibiraquera e praia do Rosa. Ou seja, o cara não veio a passeio, mas que deu uns bordejos, isso deu.

Aloha,

Beda Batista
2BSURF

Segunda-feira, Julho 13, 2009

"Era 13 de julho, uma segunda-feira..."

"...o sol era quente era uma torreira
era um dia bem abafado
cinco horas da tarde o céu ficou numa escuridão,
começou caindo pedrinhas no chão.
depois foi aquele resultado..."

"Só peço à Deus, que aquilo não mais ocorra, se acontecer que ele me socorra, porque da Imbituba eu não vou me mudar." Música de Amauri Castro, que resume o sentimento dos nativos. Foto: Osappo.blogspot.com.


Hoje faz exatamente 22 anos que Imbituba foi praticamente destruída, em virtude de uma forte chuva de granizo. A pequena cidade açoriana, localizada 90 quilômetros ao sul da capital do estado, Florianópolis, ficou sitiada sem contato com o restante do país. A fatídica segunda-feira que virou música de Amauri Castro é lembrada por muitos, apesar do tempo e da fugacidade. Em apenas cinco minutos,o caos se instalou e muita gente ficou desabrigada. Os surfistas que se aventuraram naquele dia, pagaram seu preço com muitas pedradas, outros conseguiram se enterrar na areia da praia, pagando com a prancha o seu quinhão de verão em pleno inverno. Muias "estórias" se seguiram e são contadas e ouvidas até hoje. A única certeza de quem presenciou tal fato, é de não querer repetir a dose.

Chuva semelhante, que durou cerca de 5 minutos, destruiu Imbituba e fez com que o povo solidificasse seu amor pela terra natal. Foto: Osappo.blogspot.com.


Naquele dia, lembro-me muito bem, fez um dia que pode se chamar de verão, quase 30 grau em pleno inverno do hemisfério sul, é algo inusitado e totalmente atípico. No final da tarde uma nuvem de uma cor esverdeada veio se aproximando da cidade, como uma onda se aproxima da costa e trouxe a destruição que em cinco minutos marcou para sempre a memória de todos os que presenciaram tal acontecimento.

A cidade que nunca havia vivenciado calamidade como aquela, ficou em choque e a camaradagem e o espírito de equipe prevaleceram naqueles dias de dificuldades enfrentados por todos, independentemente de cor, credo ou posição social.

Todo aquele desespero que a população de uma forma ou de outra enfrentou "matando no osso do peito" foi muito bem traduzido na música de Amauri Castro, que aliás, marca o início deste post.

Como o próprio Castro afirma: "A nossa sorte é que o gelo desceu picado, se fosse em barra não era só o telhado, a nossa cabeça quebrava também..."

Que esta seja a única e última calamidade que assole a pequena e belíssima Imbituba, pois tenho certeza que ela estará no imaginário de quem não a viveu, e nas lembranças distantes de quem, a meu exemplo, viveu de perto e torce para que nunca torne a ocorrer.

aloha,

Beda Batista
2BSURF